Dominar ou ser dominado pelo instinto? Cabe a nós a decisão

instinto

Várias linhas de estudos buscam descrever os processos do instinto no ser humano, as quais a maioria o define como uma predisposição inata para a realização de algumas de nossas ações, comportamentos.

Fato é que o instinto está no nosso cerne, constituindo a base de nossos sentimentos e emoções mais primitivos, muitas vezes nos “atirando” para atos intempestivos. O que difere seus resultados é a estratégia ou a pulsão instantânea em atendimento a uma necessidade de defesa, sobrevivência, prazer, etc.

Por isso, não raro, o instinto é caracterizado como algo negativo, razão pela qual as atitudes passionais, traições, crimes e ofensas em geral são “justificados”. Também é atribuído como elemento mais predominante no jovem, que ainda em processo de desenvolvimento emocional, se deixa conduzir mais pelos seus desejos do que por preceitos de conduta. Também é facilmente deturpado nessa etapa da vida como arrojo e coragem.

Da mesma forma que é mais comum atribuir ao jovem alguns atos impensados sobre o instinto, é natural que ao amadurecermos nossas experiências nos ofereçam mais bagagem para a tomada de decisões mais coerentes. Mas, lembre-se, exceções existem em todas as fases da vida. Ou você não tem em seu ciclo de amigos ou familiares uma pessoa que apesar de já ter passado há tempos da adolescência é conhecida por sempre meter os pés pelas mãos, dizer e fazer o que pensa, sem pensar nas consequências para ela ou para os outros?

O fato é que todos nós temos instinto e o que fazemos dele é a chave para os rumos que nossas vidas tomam, ainda que poucos se deem conta do quão valoroso ele é. Ou seja, podemos agir com base nas orientações importantes do instinto fazendo de seus sinais ou insights um guia para direcionarmos nossas ações para os melhores resultados que queremos no longo prazo ou podemos apenas responder imediatamente aos seus gatilhos de forma impensada, desencadeando danos e perdas, algumas vezes, irreversíveis.

Saber “ouvir” e agir de forma equilibrada sobre os nossos instintos, portanto, requer autoconhecimento e muita observação sobre nossos atos e suas consequências e também daqueles que estão em nossa volta, nas relações pessoais e profissionais. Trata-se de um exercício constante, diário e consciente que nos tirará do papel de refém ou vítima do instinto para o agente responsável e transformador do que de fato queremos para nossas vidas.

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